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7 de agosto de 2012

Candelabro com potinhos de vidro para decorar sua varanda!

A Aracê da Amazônia, como não poderia deixar de ser, continua de corpo e alma na onda da reciclagem, por isso resolvemos trazer pros nossos queridos leitores este candelabro ma-ra-vi-lho-so, feito com aqueles potinhos de azeitona, requeijão, seleta etc. - não importa a origem, importa é conseguir reutilizar estes potinhos de vidro que, no máximo, as pessoas usam para servir de copo mesmo (os famosos cristais da Cica! rs).
Eu vi este passo-a-passo já tem um tempinho no blog do queridissimo Flavio Zaninelli e me apaixonei totalmente! Até comecei a guardar os potinhos mas, depois, com o início da faculdade e outras coisinhas mais, acabei tendo que desistir da ideia (mas os potinhos continuam guardados, não vou jogá-los assim, né?)... Meu sonho é que alguém consiga montar este candelabro e depois mande fotos pra gente postar aqui - tá lançada a proposta, alguém se habilita? rs.
Bom, vamos ao passo-a-passo:
Passo 1: Junte seus potinhos (uns 10 a 12 acho que fica bem bonito):


Passo 2: Compre pequenos ganchos (um para cada potinho) em forma de "S" (em lojas de ferragens tem aos lotes!). Você também pode fazê-los com as próprias mãos, usando arame grosso:

 Passo 3: Consiga uma peneira ou um suporte para panelas de metal, aramado, para pendurar os potes:
Passo 4: Consiga alguns metros (calcule a altura que você pretende dar ao candelabro e multiplique pelo número de potes que você vai utilizar. Por exemplo, se você pretende fazer seu candelabro com 12 potinhos e com 80cm de altura, multiplique 80 vezes 12 (número de potes) e você obterá 9,60m. Coloque mais 1 metro (pra não faltar correntinha) e aí você já sabe que terá que conseguir pelo menos 10,5m. Dica: Você pode substituir esta correntinha por sizal colorido:


Passo 5: Faça alças de arame utilizando o aramado da peneira, para poder suspendê-la e pendurá-la com firmeza e segurança:


Passo 6: Prenda as correntinhas nas bocas dos potes, com arame . Dê várias voltas com o arame para que as correntes fiquem bem presas.


Passo 7: Coloque pedrinhas ou areia no fundo dos potes e depois coloque velas em cada um.


Passo 8: Com os ganchos em forma de "S", prenda as correntinhas no aramado da peneira e pendure todo o conjunto em sua varanda, em uma árvore - onde você quiser:


Ficou LINDO, não ficou? Agora é acender as velas e curtir sua luz difusa e mágica.
Gostaram? Lembre-se: se alguém conseguir fazer, mande fotos que nós publicaremos aqui no Aracê Blog, ok? Deixo vocês na vontade de construir este candelabro bonito e totalmente sustentável! :-)

3 de agosto de 2012

Dra. Monica e seu sapatinho de ouro - uma aula de reciclagem!

Se você tem um sapatinho que já está bem velhinho, pronto pra ir pro lixo, mas  que sempre foi o seu sapato-xodó e você não tem coragem de jogar fora, não perca as esperanças - você sempre pode fazer uma restauração, e sem muita complicação. Às vezes o sapato pode ficar novinho em folha, pronto pra ser (re)usado! Veja como uma das fãs da página da Aracê da Amazônia no Facebook, a Dra. Monica Santos, deu fim ao sofrimento pelo qual ela estava passando, ao olhar para seu sapato preferido e pensar em se desfazer dele.
O sapatinho era este, já bem surrado pelo (bom) uso:


Então ela misturou cola branca e glitter dourado:


Depois ela colocou fita nos locais que ela não queria que recebessem a mistura:


E, por fim, ela "pintou" todo o sapato com a mistura dourada:


E aquele sapatinho surrado ficou assim:

Ficou show ou não ficou? Um sapato novo, pra usar naquela balada de sábado. E o bom é que o dourado está super na moda!
Parabéns, Monica, você ganhou um sapato novinho em folha e ainda incentivou a saudável prática da sustentabilidade!

1 de agosto de 2012

Mestres da sustentabilidade

Nesta cheia de 2012 foi possível observar de perto um "fenômeno" catastrófico e uma vergonha para a população de uma cidade cortada por vários igarapés: a quantidade de lixo jogada nestes locais. A Prefeitura de Manaus recrutou um verdadeiro exército de limpadores para tentar pelo menos amenizar esta situação. Para vocês terem uma idéia, até o final de junho tinham sido retiradas dos igarapés mais de 3 mil toneladas de lixo, sendo que 5 toneladas foram só de garrafas pet!

IMAGEM: Altemar Alcântara/Semcom

O PET é considerado o vilão da  saúde do nosso planeta e ainda está longe de se conseguir uma solução para este problema. Enquanto isso, algumas pessoas tratam de fazer a sua parte: reciclar! Um excelente exemplo é a professora, artesã e artista plástica, Miriam Utsumi, que produz trabalhos incríveis usando o PET como matéria-prima. Miriam fez cursos nas áreas de cerâmica, cestaria, tapeçaria, argila e outros crafts e, quando chegou a aposentadoria, ela não parou: começou a brincar com a garrafa PET adaptando as técnicas que já conhecia ao material plástico.

Um biombo (divisória) e um lustre para decorar a casa

Joias totalmente feitas com o plástico de garrafas PET

Rosas, hortências e tulipas - perfeitas!

E pra quem já está pensando no Natal: anjinhos, guirlandas e bolas natalinas

Utilidade aliada à beleza e à sustentabilidade: porta-toalhas e porta-papel higiênico

Caixa e bolsa: tudo em PET, dá pra acreditar?

O marido de Miram, o dentista Takashi Utsumi, também ajudou: adaptou ferramentas odontológicas para uso nas pets e desenvolveu uma ferramenta específica para o corte do plástico, que ele chamou de “filetador”. Miriam ministra cursos de artesanato com PET, procurando com isso incentivar a população ao reuso e ao não desperdício deste material, promovendo, assim, a consciência sobre a importância da preservação ambiental. No curso de Miriam os alunos aprendem a confeccionar diversos objetos, como sacolas, pastas, bolsas, caixas e objetos decorativos.
 É ou não é uma mestra no quesito sustentabilidade, a professora Miriam Utsumi? Confiram os trabalhos maravilhosos dela, assim como informações sobre cursos e dicas, em seu SITE.

17 de julho de 2012

Tragédia à vista!!!

E aí, algum de vocês ainda tem, nem que seja um pedacinho, daquele ovo que ganhou na Páscoa ou já devoraram tudo? Sei, sim: tudo já foi devidamente consumido, que maravilha!! Maravilha, nada, queridos: quem é fã de chocolate (principalmente os que beiram o vício!) deveria ter guardado um ovinho, a metade de um ovinho, uns pedacinhos de um ovinho, pra comer no futuro.

Cadê meu chocolateeeeeee????
IMAGEM: Quiltbug
E vocês sabem por quê?
Por que, segundo o especialista em agricultura David Guest, da Universidade de Sidney, se o povo não modernizar os métodos de cultivo do cacau, o mundo chocólatra poderá entrar em uma crise BRABA, daqui a 10 anos (tá na porta, hein?!)! Já pensou ir a um supermercado e não encontrar chocolate? Tragédia!!
Países como a China, que está em evidente crescimento, gera uma demanda enorme por chocolate, então os fabricantes terão que aumentar sua produção em aproximadamente 20% até 2020 - ou seja, um milhão de toneladas de chocolate a mais do que os mais de 3 milhões produzidas a cada ano. Alguém aí também acha que é MUITA coisa?? Ainda mais se considerarmos que os agricultores que cuidam do cacau não têm tecnologias avançadas que ajudem no aumento desta produção e que as áreas onde o cacau é cultivado (África, América do Sul e Sudeste da Ásia) sofrem constantemente com ameaças climáticas e pestes que afetam a plantação, né?
Então, o que podemos concluir? Que, se não surgirem novas formas sustentáveis de produzir chocolate, nós (nós = a grande maioria da humanidade!), chocólatros, devemos nos preparar para pagar e enriquecer os terapeutas nos próximos anos, por que a tendência é que o nosso doce e delicioso vício se torne cada vez mais raro - e caro!

Alguém pode me emprestar uma arma? - sem munição, de preferência!

FONTE: Revista Galileu

15 de julho de 2012

Uma Amazônia que acredita em sustentabilidade

     Você sabe o que é o "selo verde" e quais as suas implicações para a saúde do meio ambiente? De acordo com o site Ecolog, "selo verde" é a denominação mais comum para a marca do FSC (Forset Stewardship Council). Este selo pode ser reconhecido internacionalmente pelos consumidores de madeira para móveis, estruturas para a construção civil etc. Desta forma o comprador pode ter certeza que adquiriu um produto que não agride as florestas tropicais. O FSC surgiu com a crescente preocupação destes consumidores e formlado por governos e organizações não-governamentais (ONGs) para regular o comércio de produtos vindos de florestas tropicais.
     E pra que serve este selo verde? Segundo o SEBRAE, os consumidores estão a cada dia mais conscientes sobre tudo o que envolve o meio ambiente, por isso os atributos ambientais acabaram se tornando um dos diferenciadores na escolha de produtos, pois oferecem informações concretas a respeito das matérias-primas que compõem produtos que causam o menor impacto possível ao meio ambiente.
     Na Amazônia inteira já podem ser encontradas iniciativas fudamentadas nestes selos, como a que acontece aqui em Manaus, na Oficina Escola de Lutheria da Amazônia, que oferece oportunidade a jovens carentes para fazerem um curso voltado à fabricação de instrumentos de corda cuja matéria-prima é a madeira com certificação florestal. Na Lutheria, um cavaquinho pode custar R$ 800,00; um violão como o mostrado na foto pode chegar a R$ 1.600,00.
Objetos fabricados pela Oficina Escola de Lutheria da Amazônia - AM
     Em Rio Branco, no Acre, encontramos a Iiba, que produz peças utilizando madeira retirada de florestas certificadas pelo selo FSC. Um prato pode custar cerca de R$ 50,00 e uma tábua de sushi, R$ 70,00.
Pratos e tábuas produzidos pela IIBA, no Acre
     Outra entidade certificada com o selo FSC é a Cooperativa de Artefatos Naturais do Rio das Castanhas, que fica no Vale do Jari, no Amapá. A cooperativa trabalha com um grupo de artesãos (carpinteiros) que produzem pequenos objetos para decoração utilizando resíduos de madeira descartados pelo Grupo madeireiro Orsa, cujo eixo de estratégia de negócios é a sustentabilidade.
Artesanato produzido pela Cooperativa de Artefatos Naturais do Rio das Castanhas - AP
     Em Urucureá, no Pará, a Associação de Moradores e Produtores Rurais Extrativistas da região produz peças de artesanato a partir da fibra da palmeira tucumã, e as peças criadas - vasos, tigelas e descansos de panela que custam, em média, R$ 10,00 - são vendidas principalmente na cidade paraense de Santarém. Belisismos!
Artesanato com fibras de tucumã, em Urucureá - PA
     Por fim, a Associação das Mulheres Mães Artesãs do Vale do Jari (outro projeto do Grupo Orsa), no Amapá, utiliza sementes e resíduos florestais obtidos em áreas de manejo com certificação FSC. As peças criadas, no geral, servem para decoração e são totalmente inspiradas nas tradições culturais da região.
Objetos de decoração e joias produzidos no Amapá
Informações colhidas em: GLOBO AMAZÔNIA
As fotos foram tiradas por Lucas Frasão/Globo Amazônia